quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Se

Eu que sempre me sentia independente,
Agora me sinto presa à seu amor.
Não tenho medo da dor.
Ela nada mais é do que a insegurança de espírito.
E segurança meu bem - me ensinaste a ser segura.
A segurar qualquer ternura por minha dor.
A distância de nossos corpos
Unem nossas mentes.
Independente, se você mente.

Sobras

O que sobrou
O gosto amargo de amor
Que mesmo semeado nao vingou
Lagrimas caindo
Meu sentimento desgasto
Que se esvai pelo ralo
Enjoada do cigarro
Vomito o que restou
As sobras que sempre ganhei

O que sobrou

Eu tinha tanto amor para dar e nada receber
Eu tinha tanto amor para dar e nada
Eu tinha tanto amor para dar
Eu tinha tanto amor
Eu tinha tanto
Eu tinha
Eu

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Samba que confesso

Ahh...
Se você soubesse
O quanto me enlouquece, só de me olhar

E mexe, com a minha alma
Tira minha calma
Tira o meu ar

Seus beijos, seus toque, seu gosto
Marcados em meu corpo
Sua boca, sua voz, seu corpo
Com muito esforço

Fujo de mansinho
Mesmo não querendo
Fico mais um pouco, não...

Pra ver no que dá
Pra ver no que dá
Pra ver no que dá
Pra ver no que dá

E o cheiro me leva pra sua cama

Ah ah ah...
Eu estou tão cansada
De ir pra mesma estrada, junto com você

Sem rumo
Sigo persistindo
O mesmo caminho
Aonde vou chegar?

Mas eu não desisto
Inclusive insisto
Por puro prazer

De ver você sorrir
De ver você fumar
De ver você comer

De ver você gozar

sábado, 12 de abril de 2014

Jangada Perdida

Não me julgues por saborear de outros amores
Nada se compara
Na verdade
Vou na busca de subterfúgios
Para esquecer dos nossos corpos suados
Dos olhares que penetravam sobre meus olhos
E sobre minha alma
A cabeça atordoada
De ter de lembrar o quanto te amo
Essa distancia que invetaram na física
Para deixar ainda piores minhas noites
No horizonte vejo nossas sombras juntas a admirar nossa jornada
Mas cabe a você guiar esta jangada.

Simone Banhart

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Peito Ardido

Entre uma tragada no cigarro
E um grito silencioso dentro de mim
Ficam as palavras soltas que não foram ditas
Por meus pensamentos foram perseguidas
Mas mantiveram-se firmes
E constante em minha cabeça
Aquele nó na boca do estômago
É muito maior que minha fome de amor com gosto de morango mordido
Os diversos subterfúgios que foram utilizados em vão
Meu coração como um carvão
Queima e ressurgi
Por entre as cinzas dos nossos bons momentos
Mas com o tamanho calor
Também se funde à elas
Meu peito que decidiu brincar de mau me quer
E querendo foi levado
Para esse mar de poço raso
Cada passo sem compasso
Sem ritmo e sentido
Deixo aqui meu peito ardido
De tanto sofrer

Mattos Guerra

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ego


Quando pensares que não te quero
Te quero ainda mais
Quando achares que sou paz
Serei paixão
Quando me vires sorrindo
Serei excitação
Não há nada que possa apagar meu tesão
Nem você
Por você
Que eu ei de enlouquecer
E emaranhar-me de prazer

Simone Banhart