quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Peito Ardido

Entre uma tragada no cigarro
E um grito silencioso dentro de mim
Ficam as palavras soltas que não foram ditas
Por meus pensamentos foram perseguidas
Mas mantiveram-se firmes
E constante em minha cabeça
Aquele nó na boca do estômago
É muito maior que minha fome de amor com gosto de morango mordido
Os diversos subterfúgios que foram utilizados em vão
Meu coração como um carvão
Queima e ressurgi
Por entre as cinzas dos nossos bons momentos
Mas com o tamanho calor
Também se funde à elas
Meu peito que decidiu brincar de mau me quer
E querendo foi levado
Para esse mar de poço raso
Cada passo sem compasso
Sem ritmo e sentido
Deixo aqui meu peito ardido
De tanto sofrer

Mattos Guerra

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Ego


Quando pensares que não te quero
Te quero ainda mais
Quando achares que sou paz
Serei paixão
Quando me vires sorrindo
Serei excitação
Não há nada que possa apagar meu tesão
Nem você
Por você
Que eu ei de enlouquecer
E emaranhar-me de prazer

Simone Banhart

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Perturbação

Fico pensando sobre as palavras que plantei na sua mente
Quanto ao seu desinteresse em me procurar
E também...
Em se permitir comigo estar
Mas isso para mim é muito pouco
Nem percebi que o cigarro já esta no final
Que as cinzas caíram sobre o chão
Eliminando cada minuto
Em que não estamos juntos
Queimando a ponta dos dedos
Soltando meus anseios
Em mais uma carteira de cigarro

Simone Banhart

O cheiro da chuva que assemelha-se ao gosto dos seus beijos
Te entrelaço em minhas pernas
Calor latente sobre meus seios
Pensando em mil possibilidades
Te aconchego em meus ombros
E quando esqueço de lembrar de nós
Relembro da cama sem lençóis
Estávamos suados, apaixonados, estávamos a sós.

Simone Banhart